Indicações de passeios virtuais

Clique nas imagens para ser transportado a cada visita.

Busto de Ippolita Maria Sforza, por Francesco Laurana (?), aprox. 1473, molde em gesso.

Conheça a coleção de obras de arte, estampas e desenhos da Royal Academy of Arts, de Londres. O forte são estudos de artistas que passaram por essa tracidional escola britânica.


No alto, exemplar de Atelopus varius. Embaixo, Agalychnis saltator.

Nas florestas da América Central vivem rãs arbóreas (creio que são tecnicamente pererecas, mas não estou certo) de colorido excepcional. A Costa Rica abriga uma profusão delas. Clique em qualquer das imagens para ser transportado ao sítio do AmphibiaWeb, repositório de informações sobre anfíbios mantido e usado por zoólogos. Aproveite para passear pelo sítio.

Apanhado de fotografias da mostra "Langages du Désert" [Idiomas do deserto] do museu do Institut du Monde Arabe, de Paris, em colaboração com o Museu Kunst de Bonn (Alemanha).

Exposição "Venise et l'Orient" [Veneza e o Oriente], realizada pelo Institut du Monde Arabe em conjunto com o MoMA, de Nova York.

Par de brincos em ouro, fim do séc. 6º a.C. ou início do 5º. O motivo é uma barca com duas palmeiras nas extremidades, sustentando uma quadriga conduzida pelo deus Hélio (o deus do Sol). Sob o conjunto, um cone com duas vitórias aladas, cada qual com um troféu. Museu do Louvre, Paris.

O museu do Louvre oferece visitas virtuais a partes de seu acervo, entre as quais a coleção de ornamentos do marquês italiano Giovanni Pietro Campana.

Daniel Brown, Flower Series 1999-present. In Olympic Colours. Tate Gallery, Londres.

Eleito o designer do ano em 2004 pelo Museu do Design de Londres, Daniel Brown produz obras em meio eletrônico que ganham espaços cada vez maiores em ambientes inesperados -- como a arquitetura. A animação ao lado (em flash) foi feita para a Tate Gallery no âmbito da campanha para a candidatura britânica para sediar a Olimpíada de 2012. Visite o sítio de Brown clicando aqui.

O arquiteto catalão Antoni Gaudí desenhou prédios e interiores notáveis pela originalidade. Motivos freqüentes em sua obra madura são inspirados em formas da Natureza, distorcidas de forma peculiar (na foto, a abóboda da Cripta Güel).

Católico fervoroso, sua realização mais famosa é talvez a catedral da Sagrada Família, em Barcelona, até hoje inacabada, de tão complexa que é. Uma curiosidade sobre essa catedral é que os elementos estruturais da obra acompanham arcos com a forma de catenárias invertidas (catenária é a curva que faz um fio que pende entre dois pontos, como o fio do telefone na rua).

Como é o caso de todo arquiteto famoso, Gaudí desenhava prédios para os muito ricos. Um dinheiro bem aplicado. Clique na imagem para ser levado a um sítio sobre Gaudí patrocinado pelo governo provincial da Catalunha e pela municipalidade de Barcelona.

Bestiários são livros ilustrados feitos na Idade Média para transmitir princípios morais católicos por meio de metáforas que fazem referência a seres vivos, reais e muitas vezes imaginados. Todos os bestiários replicavam descrições extraídas da Historia Naturalis de Plínio, o Velho, escrita no primeiro século da era cristã. Os bestiários voltados ao populacho eram rudimentares, mas aqueles feitos para a classe dominante eram suntuosamente elaborados e ricamente ilustrados com iluminuras.

A maioria deles se perdeu, mas alguns estão preservados em bibliotecas.

A Universidade escocesa de Aberdeen possui um deles. O Bestiário de Aberdeen, como é conhecido, é descrito num projeto na Internet.

Na imagem, o bonacon, animal asiático (ou assim diz o Bestiário, seguindo Plínio) cuja cabeça se parece com a de um touro, mas cujos cornos voltam-se para dentro. Quando perseguido, o bonacon expele um estrume que queima.

No Brasil, o bonacon é conhecido como Mensalus brasiliensis.

Vasilha de cerâmica, Mesopotâmia, dinastia abássida, séc. 10. Detroit Institute of Arts, coleção de arte islâmica.

Camarão-faxineiro transparente (espécie não especificada) entre os tentáculos de uma anêmona urticante (Caribe). O camarão, que é imune ao veneno da anêmona, limpa os detritos que se acumulam entre seus tentáculos. O bichinho tem cerca de um centímetro de comprimento.

As águas rasas dos mares tropicais abrigam uma variedade extraordinária de seres vivos. É um repositório inesgotável para imagens de um mundo que permanece longe dos olhos da maioria das pessoas. Há na Internet centenas, mesmo milhares de galerias de fotos e filmes que retratam esse mundo. Um deles é o Coral Reef Odissey, com fotos de Jan C. Post.

Dois exemplares da lesma marinha Chromodoris leopardus, do mar das Filipinas.

Como é tão freqüente na Internet, a manutenção dessas coleções depende da iniciativa individual de pessoas apaixonadas pelo assunto. É o caso da Dive Gallery.

Outro sítio interessante para visitar é o da Coral Reef Alliance, aqui.

Luminária, c. 1900. Daum Frères (design) e Louis Majorelle (manufatura).

Visite a coleção de arquitetura e design do Museu de Arte Moderna de Nova York e conheça as 553 peças acessíveis em linha. Aproveite para visitar outras coleções desse museu suntuoso.

A Universidade de Harvard mantém diversos museus. Parte de seu acervo é acessível em linha. Clique nas imagens para ser levado à busca avançada do acervo, a partir da qual se ganha acesso às diversas coleções. Por exemplo, para ver centenas de outros exemplos de arte caligráfica, selecione "Calligraphy" na caixa de opções "Object type". Para recuperar apenas registros com imagens, selecione "Show only records with images".

Cinco pares de exercícios por cinco diferentes calígrafos coreanos (sécs. 19 e início do 20).
Tinta nanquim sobre papel decorado.

Emblema caligráfico do Sultão Mahmud I, Império Otomano, primeira metade do séc. 18.
Tinta, ouro e aquarela sobre papel marmorizado.

Nebulosa da Águia, fotografada pelo telescópio espacial Hubble. O Hubble foi colocado em órbita em torno da Terra em 1990, para fornecer uma plataforma de observação astronômica não afetada pela presença da atmosfera terrestre, que distorce e obscurece imagens telescópicas obtidas a partir da supefície do planeta.

Explore o sítio do telescópio, que disponibiliza um imenso acervo de imagens espetaculares.

De cima para baixo: 1) A nossa galáxia, como seria vista de uma distância de 10 milhões de anos luz; 2) A Terra, fotografada de uma altitude de 10 mil quilômetros; 3) A copa de um carvalho, de uma altura de 10 metros; 4) ADN da cromatina do núcleo de uma célula da folha do carvalho.

O sítio Molecular Expressions é mantido por Michael Davidson, do National High Magnetic Field Laboratory da Universidade da Flórida. Reúne um enorme acervo de fotomicrografias e outras imagens. Clique na imagem para ser levado a uma simulação (em Java) de uma jornada que parte de uma distância de 10 milhões de anos-luz de nossa galáxia e chega aos quarks (100 atometros).

Acaba de ser inaugurado o sítio de Internet Flora Brasiliensis, feito no âmbito de uma parceria entre o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) e a Universidade Estadual de Campinas, com financiamentos da Fapesp, da Fundação Vitae e de uma empresa privada.

Entre os anos de 1845 e 1906, sob os auspícios do imperador Ferdinando I da Áustria, do rei Ludovico I da Baviera e do imperador Dom Pedro II do Brasil, um time de 75 botânicos coligiu a Flora Brasiliensis, até hoje a mais completa descrição da flora do país. A obra foi organizada pelo naturalista alemão Carl Friedrich Philip von Martius (o qual, juntamente com o zoólogo Johann Baptiste von Spix, havia empreendido entre 1817 e 1820 uma famosa expedição exploratória pelo interior do país da qual resultaram retratos e descrições inestimáveis da flora, fauna e populações brasileiras da época).

Martius editou os primeiros volumes da Flora Brasiliensis até a sua morte, em 1868; o trabalho foi continuado por August Eichler e, depois deste, por Ignatius Urban. A obra completa tem quarenta volumes, num total de 20.773 páginas, incluindo-se 3811 pranchas com desenhos a pena e 1071 litografias. São descritas 22.767 espécies vegetais.

O novo sítio publicado pelo CRIA traz todas as pranchas, apresentadas (via flash) em ampliações até o tamanho natural.

Anteriormente, todos os volumes haviam sido digitalizados em baixa resolução pela Biblioteca Nacional Francesa, no âmbito do projeto Gallica - La Bibliotèque numérique (aqui). Contudo, como os servidores do sistema aparentemente não suportam a demanda, a consulta nem sempre logra sucesso.

Autógrafo a tinta e a lápis, com acrescentos e emendas utilizando vários instrumentos de escrita. Página 1 de "O guardador de rebanhos", de Alberto Caeiro.

O poeta português Fernando Pessoa escreveu sob três noms de plume. Não eram simplesmente três pseudônimos, mas diferentes personalidades poéticas, às quais Pessoa se referia como heterônimos. Um deles era Alberto Caeiro.

O sítio da Biblioteca Nacional Portuguesa disponibiliza em linha fac-símiles dos cadernos em que Pessoa redigia sob esse heterônimo.

Caravaggio, "Ceia em Emaús", National Gallery, Londres. A National Gallery tem uma espetacular coleção de pinturas do Renascimento, em particular do Renascimento italiano. Há lá três quadros de Michelangelo Merisi, chamado de Caravaggio (nome da cidade em que se fixou), um dos grandes revolucionários da pintura. Caravaggio introduziu a descrição realista dos temas, em que as pessoas são retratadas como na vida e não de forma idealizada. Observe-se que Cristo não tem barba nem halo, não há pombinhas nem fachos luminosos que vertem do céu. Os discípulos não o ouvem embasbacados, mas argumentam com ele.

Cristais de ácido sucínico e uréia, fotografados com luz polarizada e aumento de 50 vezes. Na foto de baixo, a flor do gerânio iluminada com fibra óptica (aumento de 20 vezes).

A Nikon, fabricante japonesa de produtos ópticos, é conhecida do grande público por suas câmaras fotográficas. Mas ela produz também equipamento especializado de laboratório, como microscópios. Todos os anos, a empresa promove um concurso para premiar fotomicrografias. Clique em qualquer das imagens à esquerda para visitar o sítio da Nikon Small World Gallery.

A Olympus, concorrente da Nikon no mercado de equipamentos especializados, faz o mesmo (aqui).

Formações de nuvens em "ruas" no mar de Bering, criadas pelos fortes ventos que sopram no limite entre a cobertura de gelo ártico e o mar aberto, em foto obtida com o Espectrorradiômetro de Resolução Moderada do satélite Terra, mantido em consórcio entre a NASA e as agências espaciais canadense e japonesa (detalhe).

Os Estados Unidos produziram poucos artistas plásticos de peso. Um deles foi o escultor Alexander Calder, inventor do móbile. O sítio da Fundação Calder traz um apanhado de seus móbiles, stábiles e outras peças.

Divindade feminina dançante. Arenito, período Angkor (Cambodja, entre os anos 925 e 950 d.C.), National Gallery of Art, Washington-DC (EUA).

Violão feito pelo luthier Jean-Nicolas Grobert, aprox. 1830, na Cité de la Musique, Paris.

Gaio europeu

O gaio europeu (Garrulus glandarius). Visite o repositório de sons mantido na Internet pela Biblioteca Britânica. Escolho dali um percurso sobre “O idioma das aves”.

Floração da Erythrina crista-galli, árvore que dá na Argentina, no sítio mantido pelo especialista em animação sul-africano Martin Heigan.

A Universidade Americana do Cairo sedia o Projeto de Mapeamento de Tebas, dedicado à construção de uma base de dados do acervo arquelógico de Tebas, onde está o Vale dos Reis, área que concentra tumbas de faraós, altos funcionários e sacerdotes de diversas dinastias egípcias. Fazem parte do projeto dois aplicativos em linha, o Atlas do Vale dos Reis e o Atlas da Necrópole de Tebas. Há também artigos, um sensacional arquivo de imagens categorizadas e outros recursos interessantes para quem quiser se ilustrar sobre a civilização egípcia.

Entre 1686 e 1690, artesãos contratados por Petronella Oortman, herdeira de uma família de comerciantes holandeses, construíram uma casa de bonecas que é de fazer cair o queixo. Visite-a clicando na imagem. Leva ao módulo de mostras em linha do Rijksmuseum de Amsterdã. Chegando lá, clique em “Specials” e escolha “The Dollhouse”. Aproveite para navegar pelas demais opções dessa exposição. Tenha paciência com a carga: o módulo é feito em flash e inclui muitas imagens.

O fotógrafo francês Gilles Mermet especializou-se em imagens da Natureza. Além de diversos livros a respeito, tem realizado grandes exposições em espaços públicos, como no Jardin des Plantes de Paris, onde fica o Museu Nacional de História Natural, um dos mais espetaculares do mundo. Clique na imagem para ver as fotos de três séries de Mermet: "O universo na palma da mão", "Jogo de espelhos" e "A origem da arte".

Iolanda Huzak

Bom Jesus da Lapa/Bahia. A fotógrafa brasileira Iolanda Huzak é uma dessas profissionais que cumprem o seu mister com discrição, constância e sensibilidade. Suas fotos sobre o trabalho infantil muito fizeram para denunciar essa prática no Brasil. É co-autora de dois livros: Crianças de fibra (Paz e Terra), junto com Jô Azevedo, e Serafina e a criança que trabalha (Ática), com a mesma Jô Azevedo e Cristina Porto. Veja uma galeria de suas fotos clicando na imagem.

A coisa aqui tá preta

Fotos africanas de Leni Riefenstahl.

A coisa aqui tá preta

Burgonet (capacete) feito pelo armeiro milanês Filippo Negroli para Guidobaldo II della Rovere, Duque de Urbino (1514–1574). Museu Hermitage, São Petersburgo, Rússia.

A coisa aqui tá preta

Estela de basalto do século II a.C., originária de Susa, em que está inscrito o código de Hamurabi. Museu do Louvre, Paris.

A coisa aqui tá preta

Afresco do Juízo Final no teto da Capela Sistina, Vaticano, Roma.